O BONSAI E O TEMPO

Fonte da imagem : http://aidobonsai.com/tag/charles-white/

A partir de que momento uma muda em formação pode ser considerada um bonsai ? uma muda que ainda não tenha recebido a segunda poda de raizes, além das podas de tronco e galhos e amarrações não ppode receber essa classificação.

Isso não significa que todo exemplar após a segunda poda de raízes seja um bonsai.

De pessoas ligeiramente familiarizadas com bonsai é comum ouvirmos essas afirmações : “é necessário muito tempo para se obter um bonsai”;  “os bonsais bonitos são os antigos; “para se culltivar bonsai é necessário ter paciência”.


Todas essas afirmações são apenas parcialmente corretas. Um bonsai pode ser obtido em um espaço de tempo relativamente curto.

A idade de um bonsai não garante a sua beleza e a paciência é um dom que o cultivador adquire.

Em alguns casos, uma muda poderá tornar-se um bonsai em apenas dois ou três anos, embora geralmente sejam bonsais em formação.



A obtenção de um bonsai pequeno ou médio normalmente varia de três a doze anos.

Bonsais formados também podem levar apenas três ou quatro anos para serem obtidos. Trata-se de bonsais comerciais sem muito valor ou então, originados de excelente matéria-prima.

Um exemplar, às vezes, pode ser tão bonito, ou mais, do que outro muito mais velho, pois é fruto de um trabalho individual, e não existem duas matérias-primas iguais.


Uma excelente matéria-prima nas mãos de um cultivador habilidoso será certamente uma linda árvore, obtida em um curto espaço de tempo.


Fonte: Cultivando Bonsai no Brasil  – Fábio Antacly noronha.  p. 16

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INCRÍVEIS PAISAGENS EM MINIATURA

O BONSAI JÁ É UMA ARTE INCRÍVEL E QUANDO SE REFINA NUM PENJING OU UM BONSEKI AÍ ENTÃO, SE TORNA DIVINA!

APRECIEM A SEGUIR AS BELAS FOTOS DESTA ARTE MARAVILHOSA E UM ARTIGO SOBRE O TEMA.

Bonsai sankei (by Pinterest):

http://espacobonsai.blogspot.com.br/2011/02/o-penjing-arte-da-china.html

http://aidobonsai.com

http://aidobonsai.com

Weeping penjing landscape (with area for water) small Proportionate plants complete the relaxing scene:

Penjing forest Big 1

http://miniscaping.com/miniscape/preview/33#active-gallery

http://paradisexpress.blogspot.com.br/2010/06/penjing.html

Incríveis Paisagens em Miniatura
Saikei Bonsai, também conhecido como “Penjing” e o Bonseki, se caracterizam por paisagens em miniatura, que surgiram a partir do desenvolvimento das técnicas de bonsai. Esses tipos de artes visam apresentações onde a harmonia e o equilíbrio sejam alcançados.

Leia mais em :http://www.japaoemfoco.com/incriveis-paisagens-em-miniatura/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JapaoEmFoco+%28Japao+em+Foco%29

O BONSAI MAIS ANTIGO DO MUNDO

Goyomatsu (pinheiro branco japonês) 550 anos de idade
Goyomatsu (pinheiro branco japonês) 550 anos de idade (Imagem: Pinterest)
O bonsai mais velho do mundo
O bonsai mais velho do mundo (Imagem Crespi Bonsai Museum)

Bonsai significa literalmente “árvore em bandeja” e se caracteriza por árvores em tamanho miniatura. Quando bem cuidado, um bonsai pode viver muitos séculos sem que sua aparência sofra mudanças muito drásticas, o que pode dificultar saber sua idade exata.

Especialistas experientes em bonsai conseguem fazer uma estimativa da idade de um bonsai, através do estudo das espécies, diâmetro, casca do tronco, etc. Mas essa estimativa pode ser subjetiva ou mesmo tendenciosa, e por esta razão pode oferecer dados errados.

Por outro lado, técnicas científicas podem fornecer dados mais precisos, mas demandam mais tempo, dinheiro além de que podem prejudicar as árvores de bonsai por causa dos cortes feitos no tronco para a contagem dos anéis.

Muitos cultivadores e colecionadores de bonsai possuem registros ou documentos a respeito da origem dos árvores, mas eles nem sempre querem mostrar. Por esse motivo, muitos bonsai antigos estão espalhados em jardins japoneses tradicionais ou em outros locais não acessíveis ao grande público.

Devido à falta de informações concretas, torna-se complicado nomear um bonsai como o mais antigo do mundo. O que podemos fazer é nos basear nos bonsais que temos o conhecimento de sua idade, apesar de estarmos cientes de que pode existir a possibilidade de existir bonsais ainda mais velhos.

Um dos bonsais mais antigos que temos conhecimento é o Goyomatsu (pinheiro branco japonês), que está exposto Palácio Imperial em Tóquio. Este bonsai de 81 centímetros de altura, tem a idade de 550 anos de idade (mais velho que o Brasil) e além de ser considerada uma verdadeira obra-prima, tornou-se tesouro nacional do Japão.

Porém, segundo estudiosos no assunto, o bonsai mais antigo do mundo não está no Japão e sim na Europa, mais especificamente no Crespi Bonsai Museum, em Milão na Itália. Estima-se que tenha cerca de 1.000 anos de idade.

Trata-se de um bonsai-Ogata de 3.10 metros de altura e 2.80 metros de largura. Ele foi comprado e enviado para a Itália em 1986 por Luigi Crespi, que exibiu a árvore no Euroflora Fair em Genova e recebeu inclusive o prêmio “honra”, dado por um júri de especialistas internacionais.

Este bonsai foi estilizado por muitas gerações de mestres chineses, em seguida, pelo mestre japonês Shotaro Kawahara. Agora, é cuidado por Luigi Crespi e Alberto Lavazza. Tornou-se uma grande atração no Crespi Bonsai Museum, ao lado de outros bonsais de outros mestres japoneses famosos.

Alguns desses mestres são Kato, Kawamoto, Kawahara e Ogasawara, e entre os bonsais estão espécies raras como um Acer palmatum ‘Kashima’, um Juniperus chinensis antigo, um Pinus parviflora e um Taxus cuspidata trazido do Monte Ishizuchi. A decoração inclui um jardim japonês impressionante, com lagos de carpas, pedras de visualização e Kotos (lanternas de pedra).

Fonte: http://www.japaoemfoco.com/o-bonsai-mais-antigo-do-mundo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JapaoEmFoco+%28Japao+em+Foco%29

Plantas de Acompanhamento ou Kusamono

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

O que são plantas de acompanhamento e qual é o  seu papel? 

As plantas de acompanhamento ou Kusamono em Japonês, estão associadas aos bonsai

desde que estes estejam expostos.

São composições vegetais destinadas a acompanhar e  dar valor aos bonsai nas

exposições.

Os seus papeis são múltiplos:  

-eles recordam que uma arvore depende do seu acompanhamento natural;

-eles indicam o lugar de origem do Bonsai e  dão também mais originalidade a uma

exposição.

-eles servem para realçar a beleza ou os traços característicos dos Bonsai com os quais

eles estão expostos, por exemplo para que a sua poderosa fragilidade magnifica ou o

corte de um bonsai.

– eles servem para exprimir ou indicar uma estação fora de uma exposição, elas tem o

seu pleno sentido de espécies persistentes parecidas a elas mesmo seja qual for a estação

(com efeito uma arvore exposta não revela nada);

elas podem evocar uma estação de floração típica.

-elas criam um enquadramento, muitas vezes no espaço do Tokonoma,

Que se pode utilizar? 

A variedade de escolha é muito grande, o único senão será utilizar plantas

habitualmente encontradas no meio natural da árvore. É possível associar várias

espécies que devem ficar sóbrias e cujos objectivos é sugerir um biótopo.

Em geral, eram gramíneas, flores selvagens, quer anuais ou vivazes, fectos e outras

plantas…

A maior parte das vezes eram plantas recolhidas na beira do caminho, num jardim e que

tinham características interessantes. Tudo servia, os morangueiros silvestres com as

suas pequenas flores, violetas, gerânios, qualquer planta que encontrassem…

Imaginai, um grupo de violetas que sai duma bola de musgo, um morangueiro em flor

ou frutos, e variadas flores ou plantas que possam fazer um belo conjunto…

Era altura de um olhar novo para as ervas daninhas  “ uma erva daninha sendo uma

planta selvagem não se conheciam as virtudes”.

A escolha do vaso é igualmente muito importante; este último não deve sobrepor-se ás

plantas que contem, (esmagar a composição), ter a medida adequada e em harmonia

com o vaso do bonsai que acompanha. É impossível utilizar pedras baixas ou madeira seca, mas também vasos com formas muito originais não convêm para os bonsai.

Como criá-la 

Como os Bonsai, as plantas de acompanhamento têm a possibilidade de se adaptar a um

espaço restrito…mas são mais frágeis.

Tentai sempre reproduzir para elas o meio natural no qual vocês a encontraram e levem

um pouco de terra de origem.

O factor de limitação é muitas vezes a rega, é preciso colocar o vaso numa vasilha cheia

de areia,  ou dispostos sobre pratos sem buracos e cheios de gravilha.

Certas plantas não se podem habituar em viver em vaso, elas são então especialmente

preparadas e colocadas em vaso para o tempo de uma exposição.

No que concerne à medida, é aconselhado para certas espécies retirar as folhas grandes

na Primavera para favorecer o nascimento das mais pequenas.

Como dispô-los numa exposição? 

Em alturas de exposição, as dimensões dos bonsai e  dos Shitakusa devem ser

harmoniosamente proporcionais.

A massa de folhagem da planta de acompanhamento não deve ultrapassar a altura do

bordo superior da mesa sobre qual o bonsai está exposto, excepção feita para uma

inflorescência ou uma espécie única.

Elas devem estar dispostas em mesas baixas, discretas, tais como finas placas de

madeira, esteiras de bambou, sempre compatíveis com a pequena altura que deve fazer

conjunto com a folhagem.

Os Kusamonos devem ser igualmente proporcionados harmoniosamente, com o bonsai

exposto. Por exemplo, se estão junto de uma folhosa colorida ou de uma árvore em flor,

é preciso escolher sóbrias e sem flor para não entrar em competição com a beleza do

bonsai.

Para dispor o Shitakusa em relação ao Bonsai,a regra de ouro do triangulo é sempre

colocada, tendo em conta a orientação e a dinâmica do bonsai.

É preciso imaginar uma linha que parte do cimo da árvore, que toca o ramo mais longo,

e que continua a linha até a que encontra a mesa. É aí que se colocará a planta de

acompanhamento.

Notas:

Logo que um Kusamono seja utilizado como planta de acompanhamento de um Bonsai

ou de um Suizeki, ela é chamada de Shitakusa. No Japão, existem exposições de Kusamono, que são expostos separadamente e que constituem o objecto principal da exposição.

Os Japoneses utilizam  os Shitakusa para evocar  a estação seguinte, muito mais do a

que está em curso. Por exemplo, no Inverno, eles utilizam  uma composição evocando a

Primavera seguinte.

Quando as folhas e flores do Kusamono são realmente pequenas e a árvore grande,

pode-se utilizar diretamente no vaso de Bonsai.

É preciso estar atento para não cortar a harmonia colocando uma planta de

acompanhamento demasiado imponente.

Trata-se de uma arte gratificante pois obtém-se rapidamente um resultado e plantas de

acompanhamento harmoniosas.

Fonte: http://clubebonsaidoalgarve.files.wordpress.com/2008/11/plantas-acompanhamento1.pdf

O FANTÁSTICO MUNDO DA IMAGINAÇÃO E DA CRIAÇÃO ARTÍSTICA

 Artista japonês cria mundos em miniatura em bonsais

    

O artista japonês Takanori Aiba criou mundos em miniatura em árvores de bonsai, usando materiais como papel craft, plástico e resina acrílica. 

   

Acima, um castelo circunda a pequena árvore até seu galho mais baixo.

  

HISTÓRIA DO BONSAI NO BRASIL

Cambui – Myrciaria tenella
Cereja – Eugenia mattossi
Calliandra brevipes


Tenho notado que os leitores, sai mês, entra mês, e  o post sobre a história do bonsai está sempre em primeiro lugar na preferência dos leitores. Assim sendo resolvi seguir um pouco a tendência e colocar outros posts sobre o tema. Até porque, o bem, o bom e o belo  são o escopo das publicações neste blog. Então vamos ao post:


HISTÓRIA DO BONSAI NO BRASIL
A ideia de que um bonsai tenha sido trazido para o Brasil há quase 200 anos é absolutamente fascinante, mas trata-se apenas de um exercício de imaginação. Isso seria possível, entretanto. 


Em 1808, D. João VI chegava ao Brasil e criava o Horto Real ( hoje Jardim Botânico do rio de Janeiro) com o intuito de aclimatar e cultivar espécies produtoras de especiarias das Índias Orientais. 

d. João VI era um amante das plantas e, entre tantos exemplares trazidos de várias  partes do mundo, poderia estar uma belíssima curiosidade vinda do Japão, mas isso não ocorreu.


Além de não existirem registros a respeito, durante esse  período o Japão se encontrava totalmente fechado aos estrangeiros. Embora os portugueses tenham sido os primeiros mercadores europeus a chegar ao Japão, em 1542 – ainda no período das árvores envasadas – foram os espanhóis, ingleses e holandeses que mais se estabeleceram lá. 


De qualquer maneira, cem anos mais tarde o Japão se fecharia totalmente aos estrangeiros e assim permaneceria até 1853. A presença isolada de um exemplar de forma alguma poderia significar o iinício do cultivo do bonsai  no Brasil.


A difusão do cultivo do bonsai  se deu por duas correntes distintas de influência em tempos diferentes. A  primeira veio diretamente do Japão, no início do século XX.  A segunda remonta ao final da década de 50, tendo adquirido grande intensidade na década de 80, vinda dos Estados  Unidos.


A história do bonsai no Brasil  começa, sem duvida alguma, com a imigração  japonesa a partir de 1909. Teriam vindo, já no primeiro navio, o Kasatu Maru, um ou  mais exemplares de bonsai? Provavelmente.


Apesar de o Museu da Imigração Japonesa não possuir nenhuma informação relativa à vinda de bonsais ou ávores de espécies japonesas, é do conhecimento de todos que  isso ocorreu. Os imigrantes, chegando a um lugar longínquo e desconhecido, trouxeram consigo pertences de grande estima, essencialmente japoneses, que os fizessem lembrar de sua terra natal.


Acredita-se que bonsais, mudas de bordos, juníperos, pinheiros- negros, tenham acompanhado os primeiros imigrantes japoneses no Brasil. Os bonsais de espécies japonesas  com 65 anos ou mais, são praticamente provas vivas deste fato. 


É o caso de alguns exemplares dos viveiros do Sr. Alfredo Otsu, do Sr. Kensaburo Jadano, do Sr. Hideshigue Ono e do Sr. Osamu Hidaka, que germinaram apenas alguns anos após a chegada do Kasatu Maru.


Até mais valioso para a difusão do bonsai do que exemplares que possam ter vindo com os imigrantes foi o “know-how” do cultivo e a filosofia do bonsai que eles trouxeram consigo. O bonsai  passou, então, a ser praticado por alguns  imigrantes e esse conhecimentofoi trnasmitido de geração a geração.


Contudo, essa prática se restringia apenas a alguns imigrantes e seus filhos. Bonsais não seriam vistos nas casas de brasileiros não-descendentes de japoneses nas próximas seis décadas. 


Durante esse tempo, a prática do bonsai se difundiu lentamente entre os imigrantes e, no Brasil, não seria possível sem a sua comercialização e sem  a existência de extensas coleções como as das famílias Hadano, Hidaka e Otsu, que pudessem suprir o mercado até a aparição dos primeiros exemplares cultivados desde o início, com o intuito de serem vendidos.


A princípio, pode parecer mais lógico imaginar que a difusão do cultivo do bonsai tenha  se dado unicamente a partir das ruas do Bairro da Liberdade, ou no contato das pessoas com imigrantes ou descendentes destes, mas não seria assim que o interesse por onsai iria atingir um grande número de pessoas. 


Esse interesse se deve à ifluênca cultural norte-americana. Nos Estados unidos começou no final da década de 40 e durante a década de 50 essa “curiosidade” foi divulgada em algumas revistas. Uma delas, a “Reader’s Digest”, possuía uma versão brasileira: a Seleções. Um texto publicado na “Reader’s Digest” foi traduzido e publicado aqui, ainda na mesma década.


Embora o ario tivesse uma abordagem superficial, resumida a poucas linhas, a Seleções era uma revista lida por muitas pessoas, de maneira que isso contribuiu significativamente para que elas soubessem da existência do  bonsai.


Essa revista, que era nada além de pura propaganda do  way of life norte-americano, foi, este caso, benéfica. Enquanto  nos Estados Unidos o entusiasmo  em relação ao bonsai faria a sua prática crescer intensamente nas duas décadas seguintes, no Brasil ela ainda estaria adormecida. Foi apenas entre 1976 e 198 que bonsais passaram a ser comercializados  regularmente, mas sua comercialização e divulgação ficavam restritas à feira de artesanato do Bairro da Liberdade.


Nos anos 80 os bonsais passaram definitivamente a ser conhecidos pelos brasileiros. A divulgação do bonsai via influência cultural norte-americana foi grande. Os filmes Karate Kid I e III fizeram uma verdadeira apologia  a essa arte, o que  também foi mostrada mais modestamente em Blade Runner – O Caçador de Androides, um dos filmes mais cultuados da década de 80, depois exibidos e reprisados na TV, sendo assistidos por milhões de pessoas.


O  bonsai estava, então, definitivamente conhecido pelos brasileiros e passava a ser considerado cult.  É curioso que, enquanto na Europa e Estados unidos os interessados por bonsai têm em média 45 anos, aqui  no Brasil, seus aficionados são, na maioria, jovens, entre 20 e 35 anos.


Sendo bonsai algo cult não demorou muito para que fosse visto em comerciais e até mesmo em novelas de TV. Atualmente, no Brasil, apesar de muita gente já ter uma boa noção do que seja bonsai, sua pratica ainda é pequena. Os cultivadores comerciais que se dedicam exclulsivamente ao seu cultivo podem ser contados nos dedos da mão. e sua prática fora do Estado de São Paulo quese inexiste.


O interesse pelo bonsai no Brasil tem crescido intensamente nos últimos  10 anos e espera-se que em 20 anos o Brasil possa ter destaque no cenário internacional, pois além de acreditarmos no talento e na criatividade dos nossos cultivadoresk,  o país oferece uma variedade enorme de novas espécies que podem ser utilizadas e certamente um grande número de outras naturalmente miniaturizadas para serem coletadas.


Fonte: 

Livro: Cultivando Bonsai no Brasil 

Autor: Fábio Antakly Noronha 4a. ed. São Paulo, Escrituras editora, 2003 pp. 17 a 19





Fonte das fotos: http://www.atelierdobonsai.com.br/ref23.html

OS TAMANHOS DE BONSAI (CLASSIFICAÇÃO PELO TAMANHO)

http://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/
http://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/
http://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/
http://aidobonsai.com/2011/03/19/os-tamanhos-e-as-medidas-do-bonsai/
 

Eu não sabia que os bonsais também se classificavam pelo tamanho. Agora sei e estou compartilhando com os leitores que ainda não sabiam deste detalhe do bonsaismo.

Os tamanhos do Bonsai

Os bonsais recebem um nome de acordo com seu tamanho e seguem uma classificação que é determinada pela sua altura. Esta classificação é importante para os bonsaistas que querem participar de concursos e exposições.  Existe variações na classificação de várias escolas de bonsai e algumas  associações e federaçõe espalhadas pelo mundo seguem seus próprios padrões.

Quero aqui publicar um modelo para poder ilustrar a matéria e dar uma base inicial de estudos.

Keshi Tsubu (até 2,5cm)

Kenshi são os menores bonsais, eles  devem ter até 2,5cm de altura. Nestas miniaturas uma folha pode representar uma copa inteira. Um dos trabalhos que mais me impressiona é uma Penjing do Robert Esteven, onde no alto da montanha observamos um árvore inclinada a direita do tamanho de uma pequena moeda.

Shito Bonsai (3cm até 7,5cm)

São bonsais muito pequenos que devem ter de 3cm até 7,5cm de altura. Em bonsais de pequeno porte um artista que chama a minha é Lam Gnoc Vihn da Indonésia.

Mames (8cm até 14,5cm)

Das espécies de tamanho pequeno é uma das  mais cultivadas em todo mundo.

Para as pessoas que acham que não podem cultivar a arte do Bonsai em seus apartamentos por motivo de espaço, eu indico o mame como uma excelente opção. Se você tiver uma janela com parapeito ou uma mesa que receba algumas horas de sol,  você poderá cultivar algumas espécies. Não se engane achando que é mais fácil, a criação do Mame como a de qualquer outra escala de tamanho requer  conhecimento de todas técnicas do cultivo do Bonsai.  É nescessário paciência e senssibilidade para que o artista consiga representar em uma proporção tão pequena a  beleza de uma árvore de

Shohin (15cm até 25cm)

Shohin é o bonsai de tamanho médio. Esta é a categoria onde eu mais encontrei diferenças de medidas.

Muitas escolas colocam a sua altura até 33cm. Depois de conhecer de perto em São Paulo o trabalho do amigo Charles White, cheguei em casa querendo me dedicar mais a esta proporção. Ela permite trabalhar com uma grande variedade de espécies e é um tamanho excelente e prático para trabalhar sozinho. Em um espaço bem organizado é possível cultivar muitos bonsais. Um dos tamanhos preferidos dos Japoneses, ele merece uma atenção toda especial.

Kifu (25cm até 40cm)

Chegamos ao bonsai de porte médio

Chu (41cm até 60cm)

Dai        (61cm até 100cm)Bonju       (acima de 101cm)

As maiores árvores, também conhecidas como bonsais de jardim.  Para ilustrar o tamanho bonju vou mostrar algumas fotos mágicas da casa de Daizo Iwasaki.

Como se mede um bonsai?

A altura do bonsai é medida da sua base (nebari), do ponto de toque no solo até o seu ápice.

Todos os detalhes de madeira morta (jin) devem ser considerados como parte integrante do bonsai quando for medido.

Voltas e espigões que se projetem para fora da árvore são integrantes do bonsai.Toda formação de copas e galhos abaixo da linha de base do vaso, devem ser considerados quando se medir um Kengai ou Han Kengai. A medida vai do ponto mais alto (ápice) ao ponto mais baixo do bonsai.

Quando na composição do Bonsai ou Penjing forem usadas pedras,  para simular escarpas ou montanhas, devemos medir toda a estrutura visual do trabalho.

No caso de uma floresta o maior bonsai dita a altura que teremos do conjunto.Os dois extremos do bonsai ditam a sua largura.