ORQUÍDEAS TERRESTRES

Flor da Arundina graminifolia
Flor da Arundina graminifolia “Arundina graminifolia”. Licenciado sob CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File: Arundina_graminifolia.jpg#mediaviewer/File: Arundina_graminifolia.jpg

São as que vivem no solo como plantas comuns. Geralmente, estas orquídeas possuem dois tubérculos subterrâneos.

Crescem no solo, vivendo nas matas, cuja terra é rica em material de folhas decompostas.
Possuem raízes pilosas e grossas.

Em relação às orquídeas epífitas, as terrestres estão em pouca quantidade e a sua grande maioria estão em outros países.
Veja alguns exemplos de orquídeas terrestres:

ARUNDINA GRAMINIFOLIA

Arundina é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Possui uma única espécie, a orquídea bambu(Arundina graminifolia). Este género da Ásia tropical, estende-se desde a Índia, o Nepal, a Tailândia, a Malásia, Singapura, China setentrional até à Indonésia e pelas ilhas do Pacífico. Foi introduzida em Puerto Rico, Costa Rica e Panamá.

É uma orquídea terrestre multiperene com caule juncoso, formando grandes massas que crescem até uma altura de 70 cm a 2 m.

As folhas finas, estreitas e compridas, são lanceoladas, com um comprimento de 9 a 19 cm e largura de 0,8 a 1,5 cm. A sua extremidade é aguçada.

Esta orquídea floresce no verão e outono, apresentando racemos bastante abertos de esplendorosas flores, dez no máximo. Estas florescem em sucessão na extremidade dos ramos, que têm entre 7 e 16 cm. As flores, com 5 a 8 cm de diâmetro, têm uma tonalidade lilás rosada e um disco branco com um labelo púrpura. As brácteas são triangulares e envolvem o caule principal do ramo de flores.

Existindo apenas 200 plantas em crescimento na natureza em Singapura, a espécie está próxima da extinção, provocada em grande parte pela destruição do seu habitat natural, nomeadamente a floresta tropical e os mangais.
Espécie terrestre de porte alto, com caules eretos e delgados de até 2,5m de altura. Folhas de 20 cm de comprimento, escapos florais que surgem no ápice dos caules, com duas ou três flores, que se abrem uma após a outra.
As flores duram poucos dias e florescem o ano todo, podendo ser cultivada em pleno sol.
Podem propagar brotos aéreos, que saem das extremidade dos pseudobulbos,
Procede da Indonésia, Java, Malásia, Tailândia e Nepal.
Conhecida como orquídea bambu.

Arundina graminifolia http://www.orchidspecies.com/arundinagraminifolia.htm
Arundina graminifolia - Bamboo Orchid
Arundina graminifolia https://orchidsweb.files.wordpress.com/2015/02/2bd1a-p7280076.jpg
Arundina graminifolia http://wildlifeofhawaii.com/flowers/753/arundina-graminifolia-bamboo-orchid/

PHAIUS TANKERVILLEAE
Espécie terrestre popularmente conhecida como capuz de freira. É do gênero das maiores orquídeas oriundas de solos alagados, a margem de pântanos nas áreas tropicais da Austrália, Nova Guiné, Indonésia, Japão, Malásia, Índia, China até Madagascar e África Ocidental.
Possui cerca de vinte espécies.
No seu escapo floral pode apresentar de 5 a 10 flores odoríferas com labelo em forma de trombeta. Cada pseudobulbo apresenta de 3 a 4 folhas de 60 a 90 cm de comprimento e as hastes florais podem atingir 1,2 m de altura.

Nome Técnico:
Phaius tankervilleae (Banks ex L’Heritage) Blume
Syn.: Phaius grandiflorus Lour
Nomes Populares :
freirinha, capuz-de-freira
Família :
Família Orchidaceae
Origem:
Originária da Índia, Sri Lanka e Malásia

Descrição:
Pequena orquídea com sépalas e pétalas cor de chocolate com estrias mais claras e labelo branco com manchas em púrpura e o fundo creme.
As flores se apresentam em grande números, cerca de 25 em inflorescência longa, até quase 1,0 m, tipo espiga ereta.
Suas folhas são grandes frisadas e de consistência mais fina que o comum das orquídeas.
Seu crescimento é do tipo monopodial. Florescimento na primavera.

Modo de Cultivo :
Em seu local de origem é encontrada nas matas, no chão, crescendo sobre composto natural de folhas mortas em locais mais úmidos, porém com grande luminosidade, até sol direto.
Seu cultivo em vasos é feito com sucesso.
É preciso um vaso grande de boca larga (não é preciso profundidade muito grande).

O substrato de cultivo deve ter boa drenagem, feito de composto foliares e casca de coco em pedaços grandes.
Também pode ser cultivada no chão em canteiros, onde a cova de plantio é  feita com bastante elementos drenantes, como fibra de coco, casca de pínus, deixados de molho na água por alguns dias para limpeza dos elementos fitotóxicos que poderiam prejudicar a planta.
Coloque composto orgânico de folhas e plantar sem apertar muito no solo.
Tende a formar grande touceira, que pode ser assim dividida para novas mudas.

Esta operação é feita após a floração com a planta ainda em desenvolvimento. Manter o substrato úmido.
A adubação deve ser feita no final do outono para preparar a planta para a nova floração.
Use adubo NPK formulação 4-14-8, 1 colher de sopa para 2 litros de água (colocar num garrafa PET de refrigerante e sacudir bem).
Após a floração poderá adubar novamente.

Uma dica que atravessa o tempo e era usada pelos antigos cultivadores de orquídeas:

Coloque adubo curtido de galinha num balde de água,deixar por uns 3 dias, coe e regue o substrato das mudas.
Isto adiciona matéria orgânica e seus elementos de micronutrientes necessários a estas plantas oriundas de lugares onde o seu alimento é um adubo natural proveniente dos excrementos de animais e pássaros selvagens, aliados com as folhas mortas que caem das árvores.

Paisagismo:
Cultivada em vasos ou canteiros, com sua floração exuberante é um excelente foco paisagístico para qualquer jardim.
Após a floração mantém suas belas folhas frisadas então não necessita ser retirada do local.

 Phaius tankervilleae, Faio, Freirinha, Orquídea-da-terra, Orquídea-terrestre
Foto: Barbosella http://www.jardineiro.net/plantas /capuz-de-freira-phaius-tankervilleae.html
“Phaius tancarvilleae2” by Michael Wolf – Own work. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File: Phaius_tancarvilleae2.jpg#mediaviewer/ File:Phaius_tancarvilleae2.jpg

SOBRALIA LILIASTRUM
Espécie terrestre originária da América Central onde formam bastante touceiras, são espécies de tamanho grande e similares às cattleyas. Seus troncos atingem 1 metro de altura e são pouco folhadas. As flores abrem uma após a outra, são branco leitosa e labelo amarelo com 10 cm de diâmetro.
Floresce no verão, deve ser cultivada a pleno sol,
Deve-se plantar em buracos profundos para que suas raízes tenham espaços,
Não se deve regar durante o inverno,
Segundo o orquidófilo Hugo Albuquerque de João Pessoa, a Sobralia liliastrum já a encontrou na Chapada da Diamantina-Ba e em Pernambuco, em locais serranos e sua área de disseminação é bem ampla em outras regiões do País. Por sorte não é uma planta muito coletada por não ter apelo comercial, talvez por não ser facilmente encontrada, vai sobreviver nos parques estaduais e federais com certa facilidade. Gosta de locais altos e de solo pedregoso, conclui o amigo.

A Sobralia é uma orquídea terrestre muito bonita, que forma grandes touceiras, suas hastes chegam a ter mais de um metro de comprimento. As flores são grandes de um branco intenso com labelo ligeiramente amarelado.
Essa orquídea é abundante na Chapada Diamantina, encontrada em diversas trilhas. Facilmente encontrada no caminho para a Cachoeira Poço do Diabo e Cachoeira do Sossego em Lençóis.
A tribo Polychondreae tem políneas de consistência granulosa facilmente divisíveis, e possuem 23 subtribos (poucas espécies ornamentais, entre elas as Cleites, as Vanillas e às Sobralias). A maioria das orquídeas destas subtribos é de ervas terrestres, raramente epífitas e não possuem pseudo bulbos, nem folhas carnosas.
http://ramirodachapada.blogspot.com.br/2011/03/orquideas-da-chapada-sobralia.html
Sobralia liliastrum
http://floresplantasecultivos.blogspot.com.br/2014/02/sobralia-liliastrum.html

ORQUÍDEA PAPILONÁCEA VAR. HEROICA

É uma orquídea com hábitos terrestres, crescendo em prados, bosques e florestas densas.

Prefere solo calcário sob a luz direta do sol ou sombra parcial. São endêmicas das regiões do Mediterrâneo .

Orchis papilionacea heroica. Grazalema
CORYMBORCHIS FLAVA

Espécie terrestre semelhante a uma palmeira, suas folhas laterais são largas e plissadas. As flores surgem nas axilas das bainhas foliares, portam de 3 a 5 flores. Possuem pétalas e sépalas amarelas, labelo trilobado branco e raízes fortes.
Vegetam nas matas ciliares. É encontrado no Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul e Paraguai.

 ORCHIS CANARIENSIS
A  Orchis canariensis, é uma orquídea pequena que se encontra em grande quantidade nas ilhas Canárias, alguns a consideram a mais formosa do lugar. Caracteriza-se por ser terrestre e conta com raizes tuberosas que se encontram embaixo da terra de onde saem suas folhas e talos de flores.
Suas flores nascem de fevereiro até março, é bonita por suas espigas com flores pequenas de cor rosa com manchinhas pequenas.

Orchis canariensis LC0215.jpg
“Orchis canariensis LC0215” by Jörg Hempel. Licensed under CC BY-SA 3.0 de via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File: Orchis_canariensis_LC0215.jpg#mediaviewer/File: Orchis_canariensis_LC0215.jpg

Orchis-mascula-Formation.jpg
“Orchis-mascula-Formation” by Tuxyso / Wikimedia Commons. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Orchis-mascula-Formation.jpg#mediaviewer/File:Orchis-mascula-Formation.jpg

Orchis mascula

A  Orchis máscula, é um tipo de orquidea que cresce na ilha de La Palma, a mesma se distribue naturalmente em várias regies mediterrâneas como na Ásia e Europa central.
Esta planta começa sua floração em março e termina em junho, sendo a cor de suas flores variadas as mesmas e púrpura em distintos tons.


Epidendrum denticulatum

Epidendrum denticulatum, é uma orquídea terrestre  nativa do Brasil, encontrada desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Seu labelo apresenta-se levemente franjado, lembrando dentes, por isso o nome denticulatum.
Possui flores lilases ou laranja, surgindo de uma haste, e duram muitos meses. Podia ser observada em seu ambiente natural, em Itapoá, Santa Catarina, quando na época, a uns 10 anos atrás ainda via-se muitas delas nos terrenos baldios. Infelizmente a expansão imobiliária reduziu substancialmente sua área e hoje já não existem mais.
A adubação deve ser feita uma vez por semana com NPK 20-20-20 e um pouco de adubo orgânico (torta de mamona, farinha de osso ou húmus de minhoca) a cada dois meses.
Epidendrum denticulatum inflorescence.jpg
“Epidendrum denticulatum inflorescence” por Dalton Holland Baptista – Obra do próprio. Licenciado sob CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File: Epidendrum_denticulatum_inflorescence. jpg#mediaviewer/File:Epidendrum_denticulatum_ inflorescence.jpg
Blog de dicas-jardinagem-paisagismo :Dicas de paisagismo e jardinagem, Epidendro
Epidendrum denticulatum
A orquídea terrestre Galeandra Montana tem uma espécie de bulbo, que rebrota uma vez a cada ano (nesta região de Campo Grande, no final de dezembro ou inícios de janeiro).


                                           Um exemplar de Galeandra Montana no dia 5 de janeiro de 2009.

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                                                               O mesmo exemplar no dia 15 de janeiro de 2009
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                                           Em 4 de fevereiro de 2009 com suas flores totalmente desabrochadas
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 OPHRYS SCOLOPAX
 Scolopax Ophrys, conhecido como o Woodcock Bee-orquídea ou Woodcock Orchid, é uma espécie de terrestre orquídea encontrada ao redor do Mediterrâneo e do Médio Oriente , de Marrocos e Portugal à Hungria e Irã.
Scolopax Ophrys cresce a partir de tubérculos subterrâneos. Deixa normalmente começam a aparecer acima do solo no final do outono e são muitas vezes começando a amarelo quando as flores aparecem, que, no caso de O. scolopax é entre março e junho, em seus habitats nativos.
O ponto da flor é muito variável em altura, geralmente 10-50 cm (4-20) em alta, mas, ocasionalmente, até 90 cm (3 pés).O número de flores é igualmente variável, com tão poucos como duas ou como muitos como 15 ou até mais. Cada flor tem a estrutura padrão para o gênero. Há três sépalas externas que podem ser tons mais claros ou mais escuros de verde ou violeta, o mais leve branco aparecendo. Cada um é 7-16 mm (0,3-0,6 cm) de comprimento por 3-10 mm (0,1-0,4 cm) de largura. O (dorsal) sepal superior varia de plano a forma de barco e é dobrada para trás na base e, em seguida, as curvas para a frente. Dentro das sépalas são três pétalas, duas pétalas laterais e do lábio. As pétalas laterais podem ser rosa para violeta na cor, ou verde, e são em torno de 1,5-8 mm (0,1-0,3) no comprimento por 0,8-4 mm (0,0-0,2 cm) de largura.
O lábio (labelar) tem uma forma tridimensional complexa e é fortemente modelado. Divide-se na base em três lóbulos, cada um dos quais é enrolado de modo que a partir da frente, parece haver três tubos. A duração relativa dos três lóbulos varia; o lóbulo central maior é 6-16 mm (0,2-0,6 cm) de comprimento e tem um apêndice mais ou menos revolvido. Os lados exteriores dos lóbulos laterais são peludas; À margem do lobo central são aveludado. O resto da superfície dos lóbulos é lisa. A cor do lábio fundo é alguma sombra de marrom. O espéculo é H- ou em forma de X, ou ainda mais complicada, geralmente um azul maçante a cor violeta com uma borda amarelo-pálido.
Ophrys scolopax ssp scolopax b.JPG
«Ophrys scolopax ssp scolopax b». Publicado bajo la licencia CC BY-SA 3.0 vía Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File: Ophrys_scolopax_ssp_scolopax_b.JPG#mediaviewer /File:Ophrys_scolopax_ssp_scolopax_b.JPG.

SERAPIAS LINGUA

Taxonomia

Filo: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Orchidales

Família: Orchidaceae

Provavelmente o mais atraente da espécie bastante curioso olhar de Orquídeas Língua, provavelmente devido à sua atraente coloração rosa, Serapias lingua ocorre em grande parte da Europa, tanto do Atlântico e do Mediterrâneo.

As plantas podem crescer até 50 centímetros de altura e cada haste normalmente leva cerca de 6 flores. No primeiro, os vários tipos de orquídeas língua, muitas vezes encontradas crescer ao lado uns dos outros, são bastante difíceis de distinguir, mas Serapias lingua é caracterizado por uma mancha vermelha escura na ‘garganta’ da flor

Serapias lingua
http://inpn.mnhn.fr/espece/cd_nom/122810 SERAPIAS LINGUA
Immagine
Serapias lingua L., Regione Campania, Maggio 2008 – foto Felice Di Palma http://www.funghiitaliani.it/?showtopic=16468

Fontes :

http://tillândsias.wordpress.com/2010/07/27/orquídeas-ibéricas/

http://www.blogdejardineria.com/sobre/flores/orquideas-terrestres
http://casabela.wordpress.com/2010/05/24/orquidea-bambu/

http://plantas-ornamentais.com/tag/orquideas-terrestres
http://orquidarioterradaluz.blogspot.com/2008/08/orqudeas-terrestres.html,
http://www.blogdejardineria.com/sobre/flores/orquideas-terrestres
http://www.plantascarnivorasbr.com/forum/viewtopic.php?f=35&t=655&start=70
http://dicas-jardinagem-paisagismo.spaceblog.com.br/489372/Epidendro/
planta sonia
Google Images
Wikipédia

Fotos: Flickr “peregrin@”, “Vinicius Salles Dias”, “nonsmokinjoe57″ e “Marilia Mag”
e Google Images.

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Publicado por

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Embora seja orquidófila de uma orquídea só (só possuo um exemplar) sou apaixonada por flores e entre elas as orquídeas são destaque. Por este motivo resolvi publicar em um blog minhas leituras e pesquisas sobre este tema com o objetivo de compartilhá-los com outros tão apaixonados por flores e orquídeas quanto eu.

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