ORQUÍDEAS E BEIJA-FLORES

http://escola.britannica.com.br/assembly/134535/Este-lindo-beija-flor-extrai-o-nectar-de-uma-orquidea

 

Imagem

As orquídeas são tão belas que inspiram os artistas a captarem sua essência, sua alma generosa e altamente transcendida ao ponto de só alimentarem-se do ar e da umidade do ar, isto, é claro, quando estão em seu habitat.

Entretanto, em seu habitat ou não, atraem os mais interessantes polinizadores como estes beija-flores, por exemplo.

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Brassocattleya (Bc) Pastoral innocence

 

A Bc Pastoral Innocence, floresceu no Orquidário dos Oliveira. Pode-se perceber pelo sorriso a felicidade de José Oliveira. Vejamos alguns dados a respeito desta orquídea. Ela resultou de um cruzamento feito por Rolf Altenburg em 1960 em seu orquidário, o Florália Orquidários Reunidos em Niteroi Rio de Janeiro.

Rolf foi o pioneiro na hibridização de orquídeas no Brasil. Os híbridos mais famosos são Brassocattleya Pastoral Innocence, Cattleya Sonia Altemburg e Laeliocattleya (Lc) José dias Castro. A Bc Pastoral Innocence foi uma homenagem ao compositor Beethoven, a segunda homenageou sua filha e a terceira, homenagem a um grande amigo

O laboratório da Indústria Farmacêutica Panquímica S.A. em Niterói onde Rolf trabalhava e onde iniciou sua produção de híbridos, fechou mas o orquidário Florália continua há mais de 50 anos, produzindo, principalmente pela técnica de sementeira “in vitro”, agora sob a direção e coordenação de sua neta Sandra ao lado do marido Stephen Chaplin. Seus híbridos continuam conhecidos e cultivados internacionalmente através de seus clones, há mais de 35 anos.

Crédito das fotos: Orquidário dos Oliveira

Plantas de Acompanhamento ou Kusamono

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

FONTE DA IMAGEM: http://bonsaiminas.blogspot.com.br/2012/02/kusamono.html

O que são plantas de acompanhamento e qual é o  seu papel? 

As plantas de acompanhamento ou Kusamono em Japonês, estão associadas aos bonsai

desde que estes estejam expostos.

São composições vegetais destinadas a acompanhar e  dar valor aos bonsai nas

exposições.

Os seus papeis são múltiplos:  

-eles recordam que uma arvore depende do seu acompanhamento natural;

-eles indicam o lugar de origem do Bonsai e  dão também mais originalidade a uma

exposição.

-eles servem para realçar a beleza ou os traços característicos dos Bonsai com os quais

eles estão expostos, por exemplo para que a sua poderosa fragilidade magnifica ou o

corte de um bonsai.

– eles servem para exprimir ou indicar uma estação fora de uma exposição, elas tem o

seu pleno sentido de espécies persistentes parecidas a elas mesmo seja qual for a estação

(com efeito uma arvore exposta não revela nada);

elas podem evocar uma estação de floração típica.

-elas criam um enquadramento, muitas vezes no espaço do Tokonoma,

Que se pode utilizar? 

A variedade de escolha é muito grande, o único senão será utilizar plantas

habitualmente encontradas no meio natural da árvore. É possível associar várias

espécies que devem ficar sóbrias e cujos objectivos é sugerir um biótopo.

Em geral, eram gramíneas, flores selvagens, quer anuais ou vivazes, fectos e outras

plantas…

A maior parte das vezes eram plantas recolhidas na beira do caminho, num jardim e que

tinham características interessantes. Tudo servia, os morangueiros silvestres com as

suas pequenas flores, violetas, gerânios, qualquer planta que encontrassem…

Imaginai, um grupo de violetas que sai duma bola de musgo, um morangueiro em flor

ou frutos, e variadas flores ou plantas que possam fazer um belo conjunto…

Era altura de um olhar novo para as ervas daninhas  “ uma erva daninha sendo uma

planta selvagem não se conheciam as virtudes”.

A escolha do vaso é igualmente muito importante; este último não deve sobrepor-se ás

plantas que contem, (esmagar a composição), ter a medida adequada e em harmonia

com o vaso do bonsai que acompanha. É impossível utilizar pedras baixas ou madeira seca, mas também vasos com formas muito originais não convêm para os bonsai.

Como criá-la 

Como os Bonsai, as plantas de acompanhamento têm a possibilidade de se adaptar a um

espaço restrito…mas são mais frágeis.

Tentai sempre reproduzir para elas o meio natural no qual vocês a encontraram e levem

um pouco de terra de origem.

O factor de limitação é muitas vezes a rega, é preciso colocar o vaso numa vasilha cheia

de areia,  ou dispostos sobre pratos sem buracos e cheios de gravilha.

Certas plantas não se podem habituar em viver em vaso, elas são então especialmente

preparadas e colocadas em vaso para o tempo de uma exposição.

No que concerne à medida, é aconselhado para certas espécies retirar as folhas grandes

na Primavera para favorecer o nascimento das mais pequenas.

Como dispô-los numa exposição? 

Em alturas de exposição, as dimensões dos bonsai e  dos Shitakusa devem ser

harmoniosamente proporcionais.

A massa de folhagem da planta de acompanhamento não deve ultrapassar a altura do

bordo superior da mesa sobre qual o bonsai está exposto, excepção feita para uma

inflorescência ou uma espécie única.

Elas devem estar dispostas em mesas baixas, discretas, tais como finas placas de

madeira, esteiras de bambou, sempre compatíveis com a pequena altura que deve fazer

conjunto com a folhagem.

Os Kusamonos devem ser igualmente proporcionados harmoniosamente, com o bonsai

exposto. Por exemplo, se estão junto de uma folhosa colorida ou de uma árvore em flor,

é preciso escolher sóbrias e sem flor para não entrar em competição com a beleza do

bonsai.

Para dispor o Shitakusa em relação ao Bonsai,a regra de ouro do triangulo é sempre

colocada, tendo em conta a orientação e a dinâmica do bonsai.

É preciso imaginar uma linha que parte do cimo da árvore, que toca o ramo mais longo,

e que continua a linha até a que encontra a mesa. É aí que se colocará a planta de

acompanhamento.

Notas:

Logo que um Kusamono seja utilizado como planta de acompanhamento de um Bonsai

ou de um Suizeki, ela é chamada de Shitakusa. No Japão, existem exposições de Kusamono, que são expostos separadamente e que constituem o objecto principal da exposição.

Os Japoneses utilizam  os Shitakusa para evocar  a estação seguinte, muito mais do a

que está em curso. Por exemplo, no Inverno, eles utilizam  uma composição evocando a

Primavera seguinte.

Quando as folhas e flores do Kusamono são realmente pequenas e a árvore grande,

pode-se utilizar diretamente no vaso de Bonsai.

É preciso estar atento para não cortar a harmonia colocando uma planta de

acompanhamento demasiado imponente.

Trata-se de uma arte gratificante pois obtém-se rapidamente um resultado e plantas de

acompanhamento harmoniosas.

Fonte: http://clubebonsaidoalgarve.files.wordpress.com/2008/11/plantas-acompanhamento1.pdf

ORQUÍDEAS QUE FLORESCEM EM JANEIRO

Espécie tipo da Cattleya labiata

Foto de Dalton Holland Baptista em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Cattleya#mediaviewer/File:Cattleya_labiata_rubra_schuller.jpg

Escolhi a cattleya para imagem tema deste post em virtude de que  desde o seu descobrimento, Cattleya tem sido talvez o gênero mais festejado e cultivado dentre todas as orquidáceas, provavelmente este é o gênero que surge à nossa lembrança quando ouvimos o nome orquídea, servindo bem para exemplificar toda a família. Desde sua descoberta, as Cattleya tem sido usadas intensivamente para obtenção de híbridos de grande efeito ornamental. Nenhum outro gênero pode rivalizar em quantidade de híbridos vistosos obtidos.

Florescem em JANEIRO: 

Aspasia lunata

Bifrenaria tetragona,

Cattleya aclandiae, Cattleya dowiana, Cattleya forbesii, Cattleya granulosa, Cattleya leopoldii

Catasetum macrocarpum (estufa), Catasetum pileatum (estufa), Catasetum trulla

Cirrhea dependens

Dendrobium dearei (estufa)

Encyclia flabelaris, Encyclia odoratissima, Encyclia oncidioides

Gongora bufonia

Laelia xanthina

Maxillaria leucaimata

Miltonia regnellii

Oncidium pumilum, Oncidium flexuosum, Oncidium longipes, Oncidium blanchetii, Oncidium pectorale

Paphinia grandiflora (estufa)

Paphiopedilum bellatum, Paphiopedilum callosum, Paphiopedilum curtisii, Paphiopedilum lawrencianum, Paphiopedilum parishii, Paphiopedilum rothischildianum,

Phalaenopsis schilleriana, Phalaenopsis sumatrana.

Renanthera imschootiana, Renanthera storiei

Scuticaria hadwenii

Stenocoryne secunda

Sobralia machranta

Stanhopea graveolens, Stanhopea insignis, Stanhopea eburnea, Stanhopea oculata, Stanhopea tigrina, Stanhopea wardii Thunia alba, Thunia bensonae, Thunia marshalliana

Vanda hookeriana, Vanda lamellata

Zigopetalum maxillare

ORQUÍDEAS ESTRANHAS

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Monnierara Millennium Magic ‘Witchcraft’ FCC/AOS
 É um híbrido intergenérico entre Catasetum, Cycnoches e Mormodes (Catanoches

Midnight Gem x Mormodes sinuata)

Foto e cultivo de César Kanashiro

AS ORQUÍDEAS E O HOMEM

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As orquídeas têm fascinado os homens por mais de dois mil e quinhentos anos. Foram utilizadas no passado em poções curativas, afrodisíacos, para decoração e ocuparam grande papel nas superstições. 

Há diversas referências na internet ao interesse do filósofo Chinês Confúcio por estas plantas no entanto a maioria das menções sobre Confúcio e estas flores, em que ressaltava as propriedades de seu perfume ao qual atribuía o caráter Lán, que significa beleza, delicadeza, amor, pureza e elegância, vem de textos publicados por seus seguidores e admiradores. 

Há pelo menos uma referência às orquídeas feita pelo filósofo em The School Sayings of Confuciusno entanto mesmo este possivelmente é um texto apócrifo.

O fato de seus seguidores atribuírem a Confúcio as mais diversas citações sobre estas plantas apenas confirma o interesse que já despertavam nesta época. A China tem longa história na apreciação destas flores. 

Orquídeas são citadas pela literatura antiga e retratadas pela arte chinesa desde o décimo século antes de Cristo, pinturas do começo de dinastia Song, entre 960 e 1127 chegaram até os nossos dias.

Todavia, investigações recentes revelam que o cultivo de Cymbidium começou apenas no final da dinastia Tang entre 860 e 890 e não nos tempos de Confúcio como se pensava antes. 

Possivelmente a primeira publicação exclusivamente sobre orquídeas é uma monografia  sobre a cultura extensiva  destas plantas, no final da dinastia Song, entre 1128 e 1283. Pelo trabalho percebe-se que seu cultivo estava já bem estabelecido na China por esta época.

Na Europa existem registros do período clássico grego de Teofrasto de Lesbos, cerca de 300 AC. Em seu trabalho Historia Plantarum, volume 9, descreve uma planta com dois pequenos tubérculos subterrâneos aos quais chama orchis, que corresponde à palavra testículos, possivelmente um exemplar de Anacamptis morio.

Antes dos Espanhóis conquistarem o México a fruta de Tlilxochitl, uma espécie de Vanilla, era a mais estimada dentre as especiarias astecas. Este povo admirava também asCoatzontecomaxochitl, Stanhopea, como flores sagradas as quais cultivavam em seus jardins. Os astecas utilizavam também algumas espécies de orquídeas para fabricação de cola.

A partir do século XVI diversos trabalhos foram publicados na Europa: Leonhart Fuchs em Historia Stirpium (1542), Hieronymus Bock em suas anotações volume 2 (1546), Jacques Daléchamps em Historia Generalis Plantarum (1586). 

Após a publicação de Species Plantarum por Lineu, em 1753, os registros sobre orquídeas ficaram cada vez mais abundantes. Breve resumo da história de sua classificação encontra-se no artigo sobre a taxonomia da família Orchidaceae.

Antes da introdução de espécies exóticas na Europa, as orquídeas eram há muito cultivadas como plantas de jardim. A primeira orquídea introduzida na Europa foi um exemplar de Brassavola nodosa que chegou na Holanda em 1615. Em 1688 desembarcaram as Disa uniflora vindas da África do Sul.

Provavelmente devido à sua supremacia, diversas coleções importantes formaram-se na Inglaterra durante o século XIX. Em 1818 chegaram os primeiros exemplares de Cattleya labiataprovenientes do Brasil, causando grande sensação e reforçando ainda mais o interesse pelas espécies tropicais destas plantas.

Com o advento dos primeiros vistosos híbridos, no final do século XIX, o interesse por novas plantas provenientes dos trópicos diminuiu um pouco por algumas décadas, até que o interesse científico pela descrição de novas espécies no início do século XX, aumentasse a coleta de plantas e seu envio à Europa, principalmente para jardins botânicos e amadores interessados na recomposição de suas coleções.

A oferta de híbridos tem aumentado constantemente e as técnicas de semeadura modernas desenvolveram-se muito diminuindo bastante o preço destas plantas, outrora caras. As técnicas de seleção também aprimoraram-se e mesmo espécies naturais de difícil cultivo tem sido selecionadas de modo a tornar viável a cultura doméstica. 

A oferta de variedade raras de espécies naturais, com cores e formas selecionadas, vem também possibilitando a quase todos a aquisição de plantas antes apenas cultivadas por milionários. Em poucos anos qualquer planta altamente desejável pode ser reproduzida aos milhares. Vale notar o exemplo do Phragmipedium kovachii, espécie raríssima, desconhecida da ciência até 2002, hoje comum em coleções ao redor do mundo.

Fonte: Wikipedia