ORQUÍDEAS DA CHAPADA DIAMANTINA

Cattleya elongata.jpg
Catleya Ellongata “Cattleya elongata” by João Medeiros – Cattleya elongata. Licensed under CC BY 2.0 via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cattleya_elongata.jpg#mediaviewer/File:Cattleya_elongata.jpg
Orquídea – Adamantina miltonioides http://parnachapadadiamantina.blogspot.com.br/2012/03/orquidea-adamantina-miltonioides.html
Coqueiro hospedando orquídea em sua copa, mais uma das maravilhas da Chapada Diamantina Foto: Wagner Almeida Alves Ribeiro (Dadi) http://aventurasnachapadadiamantina.blogspot.com.br/2012/01/flores-da-chapada.html
Orquídea da região do Morro do Pai Inácio
http://adrianofreirexandy.blogspot.com.br/2010/11/historia-do-morro-do-pai-inacio-chapada.html

http://www.ibicoara-chapada-diamantina.com/products/ibicoara-lindas-orquideas-nas-trilhas-de-ibicoara-chapada-diamantina-ba/

Orquídea da Chapada
http://www.trilhatrilhas.com.br/sem-categoria/chapada-diamentina-fotos-antigas/attachment/digitalizar0022/
CYRTOPODIUM GIGAS Cyrtopodium gigas é uma orquídea fácil de ser encontrada em diversas partes do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Essa espécie pode ser epífita e rupícola, ou seja, se hospedar em árvores ou se alojar sobre pedras, o que é mais comum no caso da chapada. As hastes florais do Cyrtopodium chegam a até um metro de comprimento e comportam geralmente de 40 a 120 flores, os pseudobulbos são grandes e bem vistosos. As flores costumam ter cerca de 3 centímetros de diametro em sua maioria amareladas com pintas marrom avermelhadas bem matizadas. http://ramirodachapada.blogspot.com.br/2011/04/orquideas-da-chapada-cyrtopodium-gigas.html

LAELIA SINCORANA Laelia Sincorana é uma orquídea endêmica das partes mais altas da Serra do Sincorá entre 1.000 /1.200m de altitude. Essa espécie ocorre geralmente associada as Vellozias Gigantes da Serra do Sincorá.. Essa espécie é admirada por todos os orquidófilos do Brasil. http://ramirodachapada.blogspot.com.br/2011/03/orquideas-da-chapada-laelia-sincorana.html

Cattleya acladiae Planta nativa da Bahia. Planta com flores de 6 a 10 cm de diâmetro. Cattleya de porte médio. Planta de fácil cultivo. Esta planta não gosta de xaxim é melhor planta-la em casca de pinos de boa qualidade. http://planetadasorquideas.blogspot.com.br/2010_02_01_archive.html

A Chapada Diamantina é um orquidário a céu aberto, em todas as trilhas é possível  encontrar orquídeas maravilhosas pelo caminho. Essa ilustrada na foto é uma Catleya Ellongata a orquídea símbolo do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Outra orquídea que ocorre na PNCD, a orquídea Adamantinia miltonioides,  está adaptada a sobreviver apenas no interior dessa Unidade de Conservação (O Parque Nacional da Chapada Diamantina – PNCD). Essa espécie é majoritariamente epífita, isto é, crescem sobre as árvores; ostenta de uma a seis flores de coloração rosa forte, que abrem sucessivamente (até quatro simultâneas). Essa orquídea cresce em locais de sol forte e altitudes elevadas.

Descoberta em 2004 por Cássio Van den Berg e Cezar Neubert Gonçalves, A. miltonioides foi vista poucas vezes, sempre em locais de difícil acesso da Chapada Diamantina. Em 2010, o ICMBio realizou um vasto projeto de pesquisa intitulado: Aspecto da biologia e distribuição de espécies endêmicas raras ou ameaçadas na região do Parque Nacional Chapada Diamantina. Durante esse trabalho, que buscou conhecer melhor a orquídea A. miltonioides, foram realizadas 12 expedições especificamente com o objetivo de encontrá-las. Entretanto, em apenas duas expedições localizaram novas populações da espécie.

Orquidário na Chapada Diamantina

Como já referimos, a Chapada Diamantina é um verdadeiro orquidário a céu aberto, em muitas das trilhas encontramos orquídeas maravilhosas que embelezam ainda mais o lugar. São mais de 50 tipos de orquídeas, sendo que a mais vista no Parque Nacional da Chapada Diamantina é a Catleya Ellongata.

Para quem quer apreciar e fotografar as orquídeas sem precisar andar muito, uma ótima opção é o orquidário Pai Inácio, localizado a 200 metros da BR 242, próximo ao Morro do Pai Inácio. No local encontramos várias espécies de orquídeas e até algumas exóticas. O orquidário recebe turistas de segunda a sábado, possuindo além das estufas de flores, piscina natural, mini museu do garimpo e loja de souvenir.

 Resolvi ampliar este post acrescentando outras orquídeas que ocorrem em todo o estado da Bahia

O ambiente de ocorrência dessas plantas na Bahia é bastante diversificado, podendo ser encontradas desde a faixa litorânea à serras da Chapada Diamantina e matas higrofilas. Embora em pequena quantidade o números de pessoas dedicadas ao cultivo de orquídeas em Morro do Chapéu tem proporcionado a muitos esclarecimentos necessários à respeito da necessidade de preservação dessa espécie, que desde a antiguidade é apreciada pelos povos.

Nas matas, tabuleiros, serras, serrados e caatingas que compões o ecossistema do município de Morro do Chapéu, vamos encontrar uma diversidade de orquídeas, muitas formando um verdadeiro jardim natural onde se destacam as seguintes espécies já catalogadas: cattleya amethystoglossa, elongata; oncidium varicossium, crispum, cebolleta, macronix, barbatum, terreste; ionopesis paniculata; rhizanthella gardneri; vanilla planifólia; espidendrum fragrans, tampense; sobralia Alba, macrantha; cytropodium pickelii, amarelo; epidendrum fragrans, tampense, ibacuense, conopseum, cinnabarinum, sumarezinho, salpicado, verde; pleurothallis verde, abóbora, sony; zeuxine strateumatica; goodyera; enciclia; catasetum purum; galeandra baueri; bifrenaria; brassavola Perini; sophronitis; rodriguesia (aérea);  galeandra baueri; entre dezenas e dezenas espalhadas por toda parte; sendo necessário ressaltar a existência da cattleya tenuis encontrada só no Brasil, especificamente na Bahia na fazenda Angico em Morro do Chapéu, segundo orquidófilos japoneses, alemães e franceses.

  • Cattleya Amethystoglossa – Da Bahia, produz grupos de flores de 8-10 centímetros, de pétalas e sépalas salpicadas; regularmente encontrada do povoado de Mônica à Lagoinha em nosso município, só não encontramos em mata muito fechada e tabuleiro.
  • Cattleya Elongata – da Bahia muito encontrada na Chapada Diamantina , produz grupos de flores variadas, de 7-10 centímetros, sobre longas hastes no cimo de pseudobulbos de 30-60 centímetros. Pela grande quantidade encontrada de pés desta orquídea é que Morro do Chapéu recebeu o título de cidade que tinha o maior orquidário natural do Brasil, dado pelo paisagista e pesquisador Burlemarx tendo sido também a primeira espécie a ser estudada em Morro do Chapéu
  • Cattleya Tenuis – planta encontrada somente no Brasil – Bahia, especificamente na Faz. Angico em Morro do Chapéu, segundo orquidófilos Japoneses, Alemães e Franceses. Sua inflorescência acontece em março, produz de 01 a 04 flores de 10-13cm, verde amarronzadas e labelo rosa, possui pseudobulbos frágeis de 30 a 45 cm, com aparência  desidratada.

Oncidium varicossum – Com pseudobulbos ovais sulcados, produz haste de 90-150cm  com flores muito variáveis, de 5cm, castanhas e amarelas; há uma variedade em que o labelo atinge 7 cm de largura, de muito valor comercial por ser bastante usada em ornamentação de casamentos. Encontrada nos carrascos de Morro do Chapéu principalmente nas imediações da Serra Izabel Dias ao Povoado de Cristal, sua floração acontece no mês de março.

  • Oncidium crispum – tem pseudobulbos acastanhados e folhas largas (7cm); as flores, variáveis, são castanhas, com a margem crispada e amarelada.
  • Oncidium Macronix – micro orquídea de cor amarela salpicada de marrom imitando a forma do Oncidium varicosum, encontrada em vales pequenos das serras em torno do Morrão.
  • Oncidium Cebolleta – existe do México ao Paraguai, sendo comum no nordeste brasileiro e em Morro do Chapéu é encontrado desde a mata até a caatinga inclusive na divisa deste município com João Dourado, possui folhas de 20 a 90 cm de comprimento e sua forma imita a folha de cebola, cilíndrica e dura, é uma das espécies cauda de rato a haste floral arqueada, tem de 06 a 25 flores de cor amarelo amarronzada com longa duração
  • Oncidium Barbatum –
  • Oncidium Terrestre – (nome popular) parecido com o O varicosum. – pequena orquídea de folhas duplas e duras caídas salpicadas de marrom, sem bulbo de flores pequenas e de cor amarelada e também salpicadas de marrom.
  • Ionopesis paniculata –
  • Terrestre (parecida com sobralia) –
  • Rhizanthella gardneri – Esta orquídea invulgar desenvolve-se e floresce completamente no subsolo; foi descoberta por um agricultor que caçava solo virgem. Trata-se de uma saprófito, sem partes verdes, alimentando-se se matéria orgânica em decomposição no solo. Cada flor mede 1cm de altura por 4-5mm de largura. É  também encontrada em Morro do Chapéu no Paxola e nas imediaçòes do Morrão.
  • Vanilla planifólia –
  • Sobralia Alba –
  • Sobralia macrantha – da América Central, atinge facilmente 2,5m. As flores variando entre 15-25cm de diâmetro, são geralmente produzidas, uma a uma, num longo período.
  • Cyrtopodium pickelii (sabão) –
  • Cyrtopodium amarelo (de ouricuri) –
  • Epidendrum fragrans (branco/lista) – Freqüente do México e das Índias Ocidentais até o norte da América do Sul, tem pseudobulbos muito variáveis, geralmente um pouco achatados e tipicamente com uma única folha. As flores com 5 cm, perfumadas, têm cor creme e um labelo em forma de concha, estriado de púrpura, em posição invertida. É freqüente a confusão com outras espécies semelhantes, a maioria com duas folhas por pseudobulbo. Encontra-se bastante na Chapada Diamantina principalmente nas serras dos arredores da cidade de Morro do Chapéu .
  • Epidendrum ibacuense (abobora) – geralmente chamado E. radicais, é uma orquídea terrestre que crescem em grandes touceiras, prostradas e enroscadas. Os caules são folhosos e têm freqüentemente muitas raízes aéreas; as flores, vermelhas ou amarelo-alaranjadas, agrupam-se em inflorescências compactas. Abunda do México à América do Sul, sendo, nos climas quentes, plantado em canteiros bem expostos ao sol. Em Morro do Chapéu encontra-se geralmente nos lugares denominados de carrasco (transição de mata para o cerrado ou tabuleiro), nas imediações da Cachoeira do Agreste e povoado de Cercado e Palmeira
  • Epidendrum Tampense (cebola) – Originário do Sul da Flórida, Brasil, Bahamas e Cuba, tem longos ramos de flores de cores variadas, com 4cm de diâmetro. Geralmente as sépalas e as pétalas são verde-amareladas ou bronzeadas e o labelo é branco, com manchas purpúreas, más em algumas formas a pigmentação pode variar. Muito encontrada em Morro do Chapéu principalmente onde existe pés da fruta nativa de gobiroba e araçá.
  • Epidendrum conopseum (verde) – Tem caules curtos, folhosos, com menos de 30 cm de altura; as flores, verde-purpúreas, com menos de 2cm, agrupam-se em inflorescências. Esta orquídea, epífita, cresce desde a Carolina do Norte e da Flórida até o México no Brasil só encontrada nas matas altas e vales em Morro do chapéu encontra-se nas cachoeira do Agreste e Ventura
  • Epidendrum cinnabarinum  –  Muito comum em nosso município, produz toceiras e hastes florais de 20 a 50 cm, suas flores são pequenas de cor rosa e sua florada acontece quase todas as estações.
  • Epidendrum sumarezinho –
  • Epidendrum Salpicado – (4m de altura) de flor verde salpicada de rosa (de flor branca e verde) serra
  • Epidendrum minarum (Mundo Novo) –
  • Pleurothallis verde (mais de 10 tribos com estudo ainda por fazer) –
  • Pleurothallis Abóbora –
  • Pleurothallis Sony –
  • Mosca ( nome popular )–
  • Zeuxine strateumatica (branca terrestre) – Pertence a um a um gênero de folhas variegadas ou não. A espécie representada, asiática, tem coloração uniforme. As flores, agrupadas em inflorescência compactas, têm menos de 2 cm de diâmetro. Encontra-se em lugares arenosos e pantanosos da Chapada Diamantina
  • Goodyera (folhas com nervuras brancas) flores rosas –  é uma das muitas espécies deste gênero terrestre. As folhas, verde-escuras, têm uma rede de nervuras brancas e prateadas. As flores brancas, crescem em inflorescência cilíndrica.
  • Goodyera (folhas com nervuras marrons) flores brancas –
  • Enciclia (Sumaré) –  Talvez seja a espécie mais conhecida pelos habitantes principalmente por representar um símbolo do natal de Morro do Chapéu. Tem pseudobulbos ovóides de 15 cm bifoliada e haste floral medindo em média 80cm com flores verde amareladas de 4 a 6 cm e forte perfume, sua florada acontece em dezembro.
  • Enciclia Verde –
  • Catasetum purum – Curioso gênero muito estudado pelos botânicos por apresentar três tipos de flores: masculinas, femininas e hermafroditas na mesma planta. Está espalhado por todo Brasil com muitas e exóticas espécies. Sua cultura necessita climas quentes ou estufas e não devem ser regadas durante seu repouso anual.
  • Galeandra baueri – um gênero da América tropical, tem 25 espécies, terrestre ou epífitas, com os pseudobulbos cobertos pelas bainhas das folhas, que são finas e pregueadas; a haste floral é terminal. G. baueri tem flores vistosas, de 5cm, com labelo afunilado.

Bifrenaria  –

  • Brassavola perinii –
  • Sophronitis (canabravinha) –
  • Notylia (amarela perfumada) –
  • Rodriguesia (aérea)

FONTES: http://www.byteonline.com.br/sectur/opcoes/aspectosgeograficos.htm

http://parnachapadadiamantina.blogspot.com.br/2012/03/orquidea-adamantina-miltonioides.html

http://www.lencois.com.br/hotel-pousada-na-chapada-diamantina/informativo-materia.php?id=79o