BELEZA ESTRANHA: ZYGOPETALUM

Zygopetalum maculatum

Zigopetalum Maculatum

Por Michael Wolf – Obra do próprio, CC BY 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1516795
 O nome do gênero vem do grego zygon, par e petalon, no caso pétalas, em referência às suas flores conterem apenas duas pétalas iguais, fato compartilhado por todas as orquídeas. Outra interpretação seria considerada a partir de outro significado de “zygon”, que também significa jugo, referindo-se então à fusão dos elementos na base do labelo criando uma saliência característica.
Este gênero agrupa cerca de quinze plantas terrestres, ocasionalmente epífitas ou rupícolas, em regra de crescimento cespitoso, porem há algumas espécies de crescimento escandente ou reptante. Existem desde o Peru e Bolívia até o Paraguai e nordeste da Argentina, sendo que o Brasil, onde todas as espécies se fazem presentes, pode ser considerado seu centro de dispersão.
Comuns nas regiões sul, sudeste e centro oeste, são encontrados em locais saturados de umidade, em meio ao capim, sobre diversas espécies de samambaias, em frestas de rochas onde acumulam-se detritos vegetais e mesmo eventualmente sobre troncos de árvores. Ocorrem em regiões de baixa e média altitudes.
A imagem pode conter: planta, flor e natureza
                              Este exemplar é do orquidófilo José Barbosa de Oliveira
LISTA DE ESPÉCIES
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ARPOPHYLUM

 

Se uma única flor de orquídea já é o centro das atenções em qualquer ambiente, uma haste floral com centenas delas é um espetáculo da natureza. Originária de florestas de altitude do México á Colômbia, a escova-de-mamadeira (Arpophyllum giganteum) é uma orquídea epífita, ou seja, vive presa aos troncos de arvores sem retirar nenhum nutriente, apenas usando-as como suporte. Mas também pode ser encontrada sobre rochas.

Entre as espécies do gênero Arpophyllum, a giganteum, como seu próprio nome revela, é a maior de todas – sua haste floral mede até 50 cm. As centenas de flores que cobrem a haste floral não passam de 8 mm de diâmetro e têm coloração lilás brilhante com os labelos mais escuros. As folhas são longas, estreitas e recurvadas, e rendem o nome de gênero, pois Arpophyllum significa “folhas em forma de foice”.
Como o formato de haste floral lembra muito uma escova de lavar garrafas, a planta recebeu o nome de popular “escova-de-garrafas” ou “escova-de-mamadeira”.

Tempos atrás, era difícil encontrar a venda no Brasil, mas hoje existem muitos produtores e mudas são vendidas no Ceagesp, em orquidários profissionais e em exposições de orquídeas.

Essa orquídea, como floresce em setembro é encontrada na é a exposição da Associação de Orquídeas em São Paulo, no bairro da liberdade, em São Paulo, no segundo final de semana de setembro. Lá é o maior ponto de vendas desta espécie.

FONTE

Brasilaelia purpurata

TAXONOMIA

 

Nome correntemente aceito: Brasilaelia purpurata.

Autor: Marcos Campacci.

Data da publicação: 2006.

Sinônimos: Laelia purpurata, Cattleya purpurata, Bletia purpurata, Hadrolaelia purpurata, Sophronitis purpurata, Chironiella purpurata, Cattleya purpurata, Amalia purpurea, Cattleya brysiana, Laelia casperiana, Bletia casperiana, Laelia russelliana.

Origem: RS, SC, SP, RJ, ES.

Habitat: epífita no alto das árvores, em florestas úmidas em locais de bastante insolação e ventilação, mas não sob sol direto.

Altitude: nível do mar a 300 metros.

Quantidade de espécies neste gênero: 9.

FONTE: http://www.colibriorquideas.com.br/especies/Brasilaeliapurpuratastriata.php

IMAGEM: http://marionbentoorquideas.blogspot.com.br/

Sábado tem oficina de cultivo e lançamento de livro no Orquidário da UFC

Capa livro ORQUIDEAS 22-05-2015

O Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Ceará promove, no próximo sábado, dia 7 de maio, a oficina “Flores e Plantas Ornamentais em Vaso”. O ministrante será o Prof. Roberto Jun Takane. O evento, a ter lugar no Orquidário da UFC, no Campus do Pici, se desdobrará em duas apresentações – uma às 8:30h e a segunda às 10:00h. Na inscrição, que pode ser feita na hora, solicita-se a doação de um quilo de alimento não perecível, mais um litro de óleo de cozinha. O material arrecadado será doado a instituição beneficente.

Mais informações: AQUI

Visitantes da 3ª Bienal do Nordeste serão brindados com17 palestras e 2 oficinas

 

Em Maceió, os anfitriões preparam as boas-vindas.

 

Uma rica programação de palestras e oficinas marcará a 3ª Bienal de Orquídeas do Nordeste, que se realizará em Maceió (Alagoas – Brasil), entre os dias 8 e 10 de abril próximo, paralelamente à exposição anual da Associação dos Orquidófilos e Bromeliófilos de Alagoas – a 23ª ExpoAOBAL. Cultivadores e estudiosos das orquídeas de todo o Nordeste, assim como do Rio de Janeiro e Brasília, estarão presentes, expondo e discutindo os mais variados temas ligados às orquidáceas e plantas ornamentais.

O evento acontece no pátio do IBAMA (Av. Fernandes Lima, 1.500 – Farol), onde o visitante encontrará um espaço de exposição, venda de orquídeas e plantas ornamentais, assim como de produtos para cultivo. Orquidófilos experientes estarão a postos para tirar dúvidas daqueles que se iniciam nesse apaixonante hobby. A entrada é gratuita.

Mais informações:AQUI

WORKSHOP DE ORQUÍDEAS NO JARDINS SINTRA

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ENCONTRADA SACOILA LANCEOLATA NA SERRA DE ARATUBA

Sacoila lanceolata
                                        SACOILA LANCEOLATA NA SERRA DE ARATUBA
No dia 26 de janeiro de 2015, partimos para a Serra de Aratuba, o amigo Leonardo Jales, ambientalista e fotógrafo, e Gleidison Lima, conhecedor das matas e costumes dessa região fantástica e rica em biodiversidade. Foi um dia produtivo de pesquisa e achados.
Aratuba tem origem na língua tupi, e quer dizer “ajuntamento de pássaros”, através da junção dos termos gûyrá (“pássaro”) e tyba (“ajuntamento”). As terras ao redor eram habitadas por índios de origem tupi como os Canindés. A formação de seu núcleo urbano se deu a partir do século XVIII com as catequeses dos jesuítas e com pessoas oriundas de Baturité e de outras regiões, notadamente do semiárido, provavelmente fugindo das secas. Seu nome anterior era Coité, depois Santos Dumont e, desde 1950, Aratuba.
Da vegetação original que havia resta muito pouco. Mas há resquícios de Mata Atlântica, Caatinga arbustiva aberta e floresta caducifólia espinhosa. No Pico do Mussum, ainda se encontra uma vegetação muito peculiar, bastante degrada pelo pasto de gado, muito parecida com aquela presente em campos rupestres.
Entre os grandes achados desta Expedição do Movimento Pró-Árvore, está a Sacoila lanceolata, uma orquídea terrestre, que foi registrada anteriormente pelo menos em três momentos. Na década de 70, “Luizinho” (orquidófilo e membro da Associação Cearense de Orquidófilos – ACEO), coletou material onde hoje é o aeroporto; naquele local, havia uma mata com áreas alagadas, porém esse material não foi depositado em herbário; no ano 2000, Antônio Sergio (agrônomo e botânico taxonomista, também ativista do Movimento Pró-Árvore), coletou material em Carnaubal/CE, cujo exemplar encontra depositado no EAC (Herbário Prisco Bezerra – UFC); possivelmente em 2005 e com toda certeza em 2007, outro orquidófilo (Arilo Veras), coletou exemplares dessa espécie na serra de Uruburetama, as quais também se encontram depositadas no EAC.
Este achado foi o primeiro registro para a Serra de Aratuba, espécie identificada pelo amigo e mestre Antonio Sérgio, o mesmo que primeiro depositou a espécie em herbário aqui no Estado. Estes fatos foram narrados por ninguém menos que Wilson Lima Verde, maior estudioso das orquídeas cearenses e membro da ACEO. A ACEO sempre presente na História da Orquidofilia e Orquidologia do Estado.
Sacoila é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Rafinesque em Flora Telluriana 2: 86, em 1836, tipificado pela Sacoila lurida Raf., nome ilegal pois havia sido primeiro descrita como Neottia aphylla Hook., em 1828. Ambas são sinônimos da anterior Sacoila lanceolata (Aubl.) Garay, publicada em 1775 como Limodorum lanceolatum Aubl.
O nome vem do grego saccos, saco, e koilos, oco, em referência ao calcar formado pela base do labelo e sépalas laterais de suas flores. Lanceolata, epiteto em latim, que quer dizer: em forma de lança.
Ocorre, geralmente, em campo aberto, precisando de muita luminosidade. Erva perene, passa a maior parte do ano submersa, somente com suas raízes tuberosas. Quando das primeiras chuvas emerge sua parte vegetativa com folhas pilosas e lança sua haste floral. Como não detém de muitos recursos, dispensa suas folhas e fica apenas com sua haste floral. Devido ao seu hábito perene, é difícil encontrar essa e outras tantas orquídeas terrestres, por isso mesmo há poucos estudos sobre as mesmas.
FONTES
  • L. Watson and M. J. Dallwitz, The Families of Flowering Plants, Orchidaceae Juss.
  • <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sacoila) > Acesso em :02 Fev. 2015
  • Barros, F. de; Vinhos, F.; Rodrigues, V.T.; Barberena, F.F.V.A.; Fraga, C.N.; Pessoa, E.M.; Forster, W.; Menini Neto, L.; Furtado, S.G.; Nardy, C.; Azevedo, C.O.; Guimarães, L.R.S. Orchidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB12182>. Acesso em: 02 Fev. 2015
  • Rummitt, RK; CE Powell. 1992. Authors of Plant Names. Royal Botanic Gardens, Kew. ISBN 1-84246-085-4
 
Fontes: