E AÍ, VAI UM SORVETE DE ORQUÍDEA ? (Orquídea Vanilla planifolia)

Foto : blog.adventuresofbarbarela.com
http://jardinagemepaisagismo.com/a-orquidea-vanilla.html
http://jardinagemepaisagismo.com/a-orquidea-vanilla.html
“Baunilha” por Márcio Roberto Pinto Mafra – Foto tirada por Márcio Mafra. Licenciado sob CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Baunilha.jpg#mediaviewer/File:Baunilha.jpg
http://www.tribunadecianorte.com.br/variedades/2013/05/vanilla-a-orquidea-sabor-de-baunilha/866527/
“Vanilla planifolia 1”. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons – http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vanilla_planifolia_1.jpg#mediaviewer/File:Vanilla_planifolia_1.jpg

Classificação Científica

Regnum : PlantaeCladus Monocots

Cladus Angiosperms

Família : Orchidaceae

Subfamiliae : Vanilloideae

Tribus : Vanilleae

Subtribus : Vanillinae

Genus : Vanilla

Hoje recebi um e-mail de uma leitora que gosta muito das orquídeas do gênero Vanilla, então, como ainda não tinha colocado nenhum post a respeito deste gênero de orquídeas, achei que era a oportunidade para fazê-lo. Dedico a todos os queridos leitores e em especial a Izabel.

Vocês sabem de onde vem aquela essência de baunilha vendida em vidrinhos em casas de ervas, supermercados etc. ? Pois bem, acreditem, vem de uma flor, sim, da Vanilla. Suas sementes contidas em frutos, possuem essa essência que utilizamos para dar mais sabor a nossas sobremesas como por exemplo o sorvete de baunilha entre tantas outras maravilhas da culinária. 


Com a essência da Vanilla também são preparados óleos essenciais para o corpo (A marca L’occitane produz um tipo de óleo essencial a partir da essência de baunilha).

Vamos agora aprender um pouco mais sobre esta planta maravilhosa !

 Texto colhido na wikipédia :

Vanilla é um gênero de plantas trepadeiras pertencentes à família das orquidáceas. É encontrada em zonas tropicais e congrega cerca de 109 espécies. A partir dos frutos de algumas espécies obtém-se a especiaria comercialmente conhecida como baunilha.

Etimologia

O nome deste gênero procede da latinização da palavra espanhola Vainilla, diminutivo de Vaina (bainha) que por sua vez, deriva do latim : vagina, em referência à profunda cavidade estigmática do gênero, bem semelhante à genitália feminina.

Histórico

O gênero Vanilla foi proposto por Plumier ex Miller, publicado em The Gardeners Dictionary, fourth edition  3: Vanilla, em 1754; por Jussieu emGen. 66, em 1789; e também por Olof Swartz, em Nov. Act. Soc. Upsal. VI. 66. T 5, em 1799. Apesar de todas estas publicações terem originado alguma confusão posterior, Plumier e Miller são considerados os autores originais. O gênero é tipificado pela Vanilla mexicana Miller, originalmente descrita por Linneu como Epidendrum vanilla L.

Habitat

É um gênero composto por cerca de cento e dez espécies de plantas que se distribuem por todas as áreas tropicais do planeta, excetuada a Austrália, habitando florestas tropicais quentes e úmidas e sobre arbustos em campos secos e quentes. Raríssimos exemplares são encontrados em áreas montanhosas mais frias. Cerca de sessenta espécies podem ser encontradas no novo mundo, e setenta são naturais da África, sudeste asiático e ilhas do Oceano Pacífico e Índico.

Descrição

As espécies deste gênero podem ser reconhecidas dentro da tribo Vanilleae, por serem trepadeiras, apresentarem clorofila, raízes aéreas e sementes crustosas, sem asas.

Adicionalmente, as Vanillae caracterizam-se por serem plantas de caules longos e mais ou menos carnosos, escandentes e reptantes, pouco ou muito ramificados, que aderem ao tronco das árvores com o axílio de raízes adventícias, produzidas a cada nó do caule, em regra, achatadas, lisas quando livres e espessas e vilosas quando enterradas ou aderidas. As folhas são alternantes ou arranjadas em espiral, espaçadas, mais ou menos largas, carnosas e brilhantes.

Quando grandes e já elevadas, seus ramos pendem e frutificam, razão pela qual, em cultivo, demoram muito a florescer. Produzem inflorescências, axilares, com flores solitárias ou em racemos, formando algumas vezes ramúsculos laterais. As flores são em regra geral, vistosas, pequenas ou grandes, muito perfumadas, efêmeras, produzidas em sucessão, em regra brancas ou de amarelo pálido. As sépalas e pétalas são livres. 


O labelo varia de completamente livre a completamente fundido às margens da coluna, com diversas lamelas, verrugas ou calosidades que variam conforme a espécie. A coluna com diversas lamelas, verrugas ou calosidades que variam conforme a espécie. A coluna apresenta asas no ápice, antera terminal, sem formar verdadeiras polínias. O fruto é carnoso, em formato de vagem ou ovalado, chegam a ter de 20 a 25 centímetros e comprimento e 3 centímetros de comprimento e 3 centímetros de espessura, com sementes pesadas e crustáceas, negras ou acastanhadas.

Existem dois grandes grupos de espécies : um de caules espessos e folhas carnosas, que é bom produtor de baunilha, e outro de caule mais fino e folhas largas e mais herbáceas, que não produz favas tão úteis.

Cultivo


Desde que os franceses instalaram-se na Ilha de Madagascar, cultivaram algumas espécies de baunilha em grande escala, auxiliados pelo governo. Em 1898, exportaram cerca de 8 toneladas desse produto.
Perotet, viajante botânico, encontrou nas Filipinas, nas florestas de San Matteo, em 1820, uma planta completamente desconhecida por seus habitantes.

Segundo H. Semler, a baunilha foi introduzida na Europa procedente do México, no século XVI.

A espécie mais comum no México e América Central é a Vanilla Planifolia. Desde o México até as Guianas e Trinidad e Tobago encontramos a Vanilla pompona, com frutos menores, mais grossos e carnudos. São pesados e com maior dificuldde na sua secagem. É também consumida fresca, em pequenos pacotes – conhecidos popularmente como baunilhão.

Fotos de algumas espécies:
Nota: Apenas a Vanilla planifolia produz vagens comestíveis. Só podem ser polinizadas naturalmente pela abelha Melipona tropical ou poucas espécies de formigas e beija-flores nativas do México . Como essas espécies evoluíram em conjunto, os insetos e pássaros entendem que devem aproximar-se da flor exatamente no momento breve em que ela estiver aberta. 

Este tipo de restrição dificulta o cultivo , por isso hoje, os agricultores de baunilha polinizam as flores com a mão. Uma vez que a vagem amadurece , ela deve ser cuidadosamente arrancada para que a base da flor possa gerar novas flores e, assim, novas vagens. As vagens são então secas em esteiras sob o sol tropical, cuidadosamente cozinhado e secos novamente.

Nota: “Sabor artificial de baunilha” dizem as embalagens dos produtos, em virtude da necessidade da produção em escala industrial. Mas quem deseja usufruir da essência natural, não tem segredo. A semente, em formato de vagem, após ser desidratada pode ser curtida com vodka ou outras bebidas  ou cortada em pedaços e misturada diretamente no açúcar ou algum outro produto sólido.

http://www.tribunadecianorte.com.br/variedades/2013/05/vanilla-a-orquidea-sabor-de-baunilha/866527/

Serviço:

Em Cianorte, o biólogo e orquidófilo,  Antonio Carlos F. de Lima,  é uma das pessoas que a cultiva. Além de embelezar e proporcionar sombra, ela é útil na cozinha. E   se alguém desejar trocar experiências sobre a Vanilla ou demais orquídeas, basta contatá-lo pelo Facebook https://www.facebook.com/antonio.carlos.75?fref=ts