FALAR SOBRE ORQUIDÁRIOS-ESTUFAS-CASA DE VEGETAÇÃO, NUNCA É DEMAIS

Hoje nos foi solicitado por e-mail dicas de como construir um estufa para um horto florestal, creio que seja para o cultivo de orquídeas o que não foi explicitado no e-mail. Ao pesquisar material para satisfazer a solicitação, achamos que seria interessante colocar no blog para que nossos leitores pudessem também se beneficiar de sua leitura.

Nesta, seu criador aproveitou seu talento artístico.

Esta, simples e prática.

Nesta estufa, o jardineiro com melhores condições de espaço e financeiras construiu uma verdadeira obra prima em seu jardim.

Esta se parece com uma mini casa de quintal para as crianças brincarem mas é um mini orquidário.

Nesta estufa ou casa de vegetação, o orquidófilo aproveitou um espaço descampado entre as paredes de casa e cobriu conforme a necessidade das plantas e aproveitou para acrescentar bancadas e banquinhos para um maior conforto ao cuidar das plantas.

Esta daqui um pouco mais sofisticada, nela podem ser aproveitadas janelas de demolição que depois podem ser pintadas ou não, conforme o gosto do orquidófilo.

Esta estufa ou melhor dizendo casa de vegetação, é bem simples, basta ter um oitão espaçoso na casa que já se pode improvisar um belo espaço para suas orquídeas.

ESTUFAS

O cultivo de orquídeas em estufas tem como finalidade criar uma ambiente protegido e controlado, onde se busca chegar a mais próximo das condições ideais para o desenvolvimento das mesmas. As estufas podem cumprir funções simples, como proteção de chuvas e ventos, ou mais sofisticadas, como o controle de temperatura, nível de CO2 e umidade do ambiente,

As estufas mais simples são compostas por uma estrutura de metal ou madeira e cobertas por uma camada de filme plástico e sombrite nas laterais, e as condições do ambiente interno evoluem livremente e sem controle. Estas estufas podem ser melhoradas com a instalação de dispositivos de proteção ou de manejo, buscando maior proteção contra sol e vento, bem como melhoria da ventilação, entre outros.

As estufas mais sofisticadas tentam garantir condições ambientais consideradas ideais para o desenvolvimento satisfatório das orquídeas, podendo ser dotadas de equipamentos de climatização artificiais, tais como ventiladores, aspersores e aquecedores.

Variáveis Ambientais em Estufas.

As váriaveis ambientais/climáticas que afetam o desenvolvimento de orquídeas são consideradas as mesmas fora ou no interior de uma estufa.  O que torna o ambiente dentro de uma estufa diferente é a capacidade de que o mesmo possui para ACENTUAR, ATENUAR OU NEUTRALIZAR estas variáveis.
Podemos considerar como variáveis ambientais/climáticas de suma importância para o desenvolvimento de orquídeas, a radiação solar, tanto nas suas componentes direta e difusa, temperaturaumidade do ar e do solo (substrato),nível de CO2velocidade do vento precipitação pluviométrica.

A proteção contra as chuvas e o vento é o efeito mais imediato num ambiente protegido. 

A radiação que chega `a terra é de natureza direcional, chamada de componente, mas o espalhamento provocado pelas múltiplas reflexões ao entrar na atmosfera terrestre faz aparecer uma nova componente denominada difusa. A radiação direta é direcional e provoca a sombra de objetos, enquanto que a difusa é aquela que ilumina o céu em todas as direções. A cobertura das estufas poderá atuar sobre a intensidade dessas duas componentes, de forma a atenuá-la ou de converter parte da componente direta em difusa. A redução da intensidade luminosa poderá ser feita pela utilização de telas (sombrites) ou filmes plásticos.

O nível de C02 influencia diretamente a capacidade fotossintética, o que reflete em crescimento e desenvolvimento das plantas. Em estufas automatizadas este nível pode ser controlado através de sistemas injetores de CO2.

A temperatura e a umidade do ar são variáveis climáticas de maior importância, uma vez que atuam fortemente sobre a fisiologia dos vegetais e determinam outros aspectos do cultivo de orquídeas, tais como o aparecimento de pragas e doenças. A temperatura e a umidade são variáveis chamadas acopladas, isto é, a variação de uma provoca a alteração da outra.

Como Funciona uma Estufa.

O Efeito Estufa – manifesta-se quando a cobertura da estufa permite uma entrada de radiação solar e, logo em seguida, dificulta a saída da radiação térmica emitida pelos corpos aquecidos pelo sol. Este efeito provoca o aquecimento do ambiente interno da estufa, a partir da perda de calor destes corpos aquecidos pelo sol por um outro modo de transferência de calor conhecido por convecção.

O ar do interior da estufa não é aquecido diretamente pela radiação solar, mas somente  após a absorção da radiação por superfícies de corpos que, ao aumentarem a sua temperatura, cedem calor para a atmosfera ambiente. A convecção é responsável pela distribuição do calor no ar do ambiente, o que produz locais mais quentes e mais frios, como, por exemplo, a elevação de temperatura próxima aos pontos mais altos da estufa, enquanto que o piso fica mais frio. O fenômeno também acontece junto ao material de cobertura da estufa, que separa o ambiente interno do externo.

No  site abaixo você poderá encontrar um manual completo sobre construção de estufas.

CONSTRUÇÃO DE UMA ESTUFA PARA ORQUIDÁRIO

Um pequeno orquidário ou uma estufa pode ser construído sem muitas dificuldades técnicas e sem um desembolso financeiro alto. Podemos didaticamente dividir a construção de um pequeno orquidário sob o ponto de vista de lugar em Apartamentos e Casa – Residência.

O local onde será construído o orquidário deverá necessariamente possuir condições climáticas, tais como, Luminosidade, Temperatura, Umidade relativa do Ar e Ventilação, favoráveis ao bom desenvolvimento das plantas.

 

ORQUIDÁRIO/ESTUFA EM RESIDÊNCIA.

Caso haja um pequeno espaço, corredor, fundo de área construída, ou mesmo uma área livre dentro do terreno e que receba certa quantidade de luminosidade algumas horas do dia, e em todas as estações do ano, e o ambiente seja arejado, este seria um lugar bastante recomendável para a implantação de um Orquidário/Estufa.

Se você tiver um espaço tipo corredor, é só colocar uma tela de 50% numa altura mínima de 2,5m. Mas, se você tiver um espaço aberto, pode construir um orquidário ou uma estufa fechada, hoje no mercado brasileiro há varias empresas especializadas neste tipo de equipamento (orquidário/estufa), com preços bastante convidativos.

Quanto ao cultivo propriamente dito, as orquídeas poderão ser colocadas em bancadas  na horizontal ou em forma de escadas, poderão também ficar penduradas através da instalação de estrutura de canos galvanizados, ferros de construção, madeiras, etc.

Quanto às bancadas, as mesmas deverão ter em média 1,5m de largura no máximo (para que seja possível alcançar todas as plantas) e o comprimento, de acordo com o espaço do orquidário/estufa, não devendo ser esquecido espaço para a circulação de pessoas e equipamentos utilizados dentro dos mesmos. A altura da bancada deve ser de cerca de 1,0 m, no mínimo 0,80m.

Quanto à estrutura, as bancadas poderão ser de madeira, concreto ou metal, dependendo do que for mais prático e viável economicamente. Para apoiar os vasos, podem-se usar tanto ripas de madeira ou de concreto quanto telas de aço ou de plástico resistente.

Caso a residência seja coberta por laje, nada impede que seja montado um orquidário/estufa neste espaço, desde que seja criada umidade relativa necessária.

Por fim as orquídeas podem também ser cultivadas em árvores, onde a grande maioria  delas se ambienta muito bem, principalmente as epífitas. As árvores onde elas forem cultivadas, devem necessariamente ter casca do tipo rugosa e que não percam as suas folhas ao longo do ano e que de certa forma protejam as mesmas da incidência solar direta. Quando da colocação das mesmas em árvores, deve-se ter idéia da maior direção dos ventos ao longo do ano, devendo então ser colocadas em local oposto destes ventos, como forma de proteção das mesmas.

Lembre-se.

  • O terreno onde será construído o orquidário deverá ser o mais plano possível, mas não em baixadas, pois estas áreas são propícias a geadas ou mudanças muito bruscas das condições climáticas.
  • A cobertura do orquidário deve ser feita de telas de sombreamento (sombrite), que provoca uma diminuição uniforme na incidência da luminosidade, podendo ser utilizados vários tipos de graduações (para o Inverno e para o Verão). Estas graduações variam entre 30% a 80%.
  • Pode-se ainda utilizar sobre a tela de sombreamento filme plástico leitoso, diminuido a luminosidade no orquidário, fazendo com que o mesmo se torne uma semi-estufa e  as orquídeas não receberão as águas das chuvas;
  • Nas laterais do orquidário deverá ser levantado paredes de tijolos ou blocos de cimento, com no máximo 60 cm de altura, evitando a entrada de animais no interior do mesmo;
  • Nas laterais deverá ser utilizada a mesma tela de sombreamento da cobertura do orquidário;
  • Nas regiões mais quentes, deve-se projetar o pé direito do orquidário com no mínimo 4,00 e no máximo 5,30 metros de altura, evitando assim um aquecimento excessivo do mesmo.
  • O piso interno do orquidário deverá receber uma camada de brita com no mínimo 20 cm de espessura, cuja função é auxiliar na limpeza e na manutenção da umidade relativa do ar e criar dificuldades no acesso de lesmas, caramujos, formigas, etc.

Agora, acima, para aqueles que gozam do que considero um verdadeiro luxo na orquidofilia, mais espaço, também modelo de telhado de duas águas, orientação do seu comprimento no sentido Norte – Sul, de maneira que o caminhamento do Sol ao longo do dia, no sentido Leste – Oeste, distribua mais uniformemente a radiação no interior do orquidário. Neste caso o sombrite é esticado nas laterais por meio de varais fora da estrutura.


Para a produção de olerícolas (vulgo hortaliças) em ambientes protegidos (casas-de-vegetação), uma das recomendações é que se mantenha uma distância mínima de 1,2 m entre o plástico e as plantas.Uma ressalva pertinente que considero, diz respeito ao uso de termos como estufa para produção de orquídeas, o que traz um conceito totalmente equivocado, pois a definição de estufa é justamente um ambiente que vise aquecer, o que no nosso caso, climas tropicais e subtropicais, não se aplica, pois na maioria das vezes é crucial o uso de dispositivos que permitam a perda de calor de dentro da instalação, ou resfriamento, assim, o termo mais apropriado seria casas-de-vegetação. Os exemplos foram inseridos aqui afim de se de transmitir algumas idéias que julgo relevante, cabendo uma análise mais pontual acerca das reais condições em que se irá construir um orquidário.

Fonte: http://www.mvlocatelli.blogspot.com

No  site abaixo você poderá encontrar um manual completo sobre construção de estufas.

http://cidadessemfome.org/pt/2012/01/estufas-agricolas-construcao-e-metodologia

 

CRÉDITO DAS IMAGENS

http://flores.culturamix.com/dicas/dicas-de-como-fazer-um-orquidario

http://umjardimparacuidar.blogspot.com.br/2012/08/adoro-estufas-de-jardim.html

NAS ESTUFAS DO WISLEY GARDENS TEM UMA BELA COLEÇÃO DE ORQUÍDEAS, APRECIEM.

 Este post já existe neste blogue, repostei para aproveitar as novas tecnologias da atualidade do wordpress, estou testando e aprendendo, depois que passei seis meses sem movimentar o blogue.
Wisley foi fundada por um empresário Victorian  e membro do RHS , George Ferguson Wilson , que comprou uma área de 60 acres (243.000 m²) em 1878.  Ele estabeleceu o “Oakwood Experimental Garden”  na parte do lugar, onde ele tentou “tornar as plantas difíceis de crescer em um sucesso”. Wilson morreu em 1902 e Oakwood (que também era conhecido como Glebe Farm ) foi comprado por Sir Thomas Hanbury ,  o criador do jardim célebre La Mortola na Riviera italiana. Ele deu dois terrenos para o RHS no ano seguinte.

Wisley é agora um jardim grande e diversificado cobrindo 240 acres (971.000 m²). Além de numerosos jardins decorativos formais e informais, várias estufas e um extenso jardim botânico , que inclui em pequena escala, “jardins modelo” que se destinam a mostrar aos visitantes o que eles podem conseguir em seus próprios jardins e um campo de ensaios em que novas cultivares são avaliados.

O laboratório, tanto para a investigação científica como para a formação, foi originalmente aberto em 1907, mas mostrou-se inadequado. Foi ampliado e seu exterior foi reconstruído durante a I Guerra Mundial . 

O número de visitantes aumentou significativamente de 5.250 em 1905, para 11.000 em 1908, 48.000 no final de 1920 e 170.000 em 1957, e passou de 400.000 em 1978, 500.000 em 1985 e 600.000 em 1987. 

Em abril de 2005 Alan Titchmarsh limpou um espaço para marcar o início da construção do Bicentenário da estufa.  Esta grande novidade cobre três quartos de um acre (3.000 m²) e tem vista para um novo lago construído ao mesmo tempo. Ela é dividida em três principais zonas de plantação, representam deserto, climas tropicais e temperadas. Ele foi orçado em £ 7,7 milhões e abriu 26 de junho de 2007.

 

Wisley é um bonito jardim com 240 hectares de extensão, com românticos edifícios no estilo Tudor. O solo é arenoso, principalmente ácido que é pobre em nutrientes e tem drenagem rápida. No jardim tem um canal desenhado por Sir Geoffrey Jellicoe. Um jardim de rochas e paredes, fronteiras mistas, jardim de rosas, jardim selvagem, estufas, um pomar e um viveiro de plantas nativas do país projetado por Penelope Hobhouse.
Fonte : https://en.wikipedia.org/wiki/RHS_Garden,_Wisley
Crédito das imagens:
*By Patche99z – Own work, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5194694
*By Berit Watkin from Redhill/Surrey, UK – Wisley GardenUploaded by PDTillman, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28187648
*By Berit Watkin from Redhill/Surrey, UK – OrchidUploaded by PDTillman, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28187642
*By Berit Watkin from Redhill/Surrey, UK – OrchidUploaded by PDTillman, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28187642
*By Patche99z – Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6273015
*http://sbhortsoc.btck.co.uk/WisleyVisit30June2012